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Estar conectado até que ponto?

13 dez

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Sábado eu fui ao excelente show do Sururu na Roda, que homenageou os 100 anos de Noel Rosa. O concerto, que aconteceu na Caixa Cultural, foi muito bacana. Tudo parecia perfeito: belas vozes, som impecável e lugar bem climatizado. Porém, duas pessoas me incomodavam. À minha esquerda estava sentado um senhor que parecida ter DDA. Ele repetia os movimentos da percurssão na cadeira, cantava em voz alta e olhava a cada 5 segundos para os lados e corredor. O da direita me impressionou mais: chegou atrasado, fedia a cigarro e passou o show inteiro lendo e postando mensagens no Facebook. Para piorar, o celular do indivíduo piscava um led insistente, como um radar.

Para o problema do primeiro, penso que apenas medicação resolveria. O segundo, no entanto, poderia simplesmente desligar o aparelho e participar do mundo real. Diante da situação, pensei sobre essa coisa frenética que as pessoas tem de estarem 24 horas online no mundo virtual e praticamente – porque ainda precisam respirar, é verdade – offline no real.

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Ele voltou!

9 mar

Voltou, mas está branco como leite desnatado.
Não me impressionou nem um pouco a notícia sobre a volta de Michael Jackson aos palcos. Para começar, ele só vai fazer show onde há dinheiro: Europa e Américas. Quem sabe ele não cante “Thriller” para algum xieque em toca de alguns barris de pertóleo. Pior do que isso é saber que no atual estado físico e mental dele, é provável que só cante aquelas músicas pós “peguei Macaulay Culkin”.
É. Enquanto Michael não voltar a ser o velho “Toddynho companheiro de aventuras” eu vou ficando com o “au!” das terras tupiniquins.

Au!

Au! Só não faço os passinhos.

Ney Matogrosso e seu Inclassificáveis.

8 mar

Nesse final de semana eu definitivamente fiz um programa diferente. Sim, matei o índio. Fui ao show do Ney Matogrosso e não tenho nenhuma vergonha disso, mesmo sabendo que tenho leitores evangélicos, católicos e que assistem ao Big Brother. A salvadora da pátria foi minha cunhada, professora, que desistiu de ir e me deu dois ingressos, pois eles eram restritos aos filiados ao Sinpro. À melhor amiga ficou a tarefa de me acompanhar.

Posso resumir como uma apresentação memorável (pra não dizer fodástica). Figurino, iluminação, som, músicas… Tudo parecia milimetricamente pensado. Claro que não faltou toda aquela polêmica inerente ao cantor. Enfim. É bom saber que estou musicalmente mais flexível. Resta agora baixar o nvo CD e conferir as músicas com mais atenção, já que o Pavilhão do Parque da Cidade de Brasília não é sinônimo de acústica e conforto e também sou umanalfabeto compelto na obra do cantor.