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SKY = imagem lixo de sempre

28 out

Havia 2 ou 3 anos que eu estava sem tv por assinatura. Depois que a Directv se fundiu com a SKY – e fomos migrados para esta última – eu sabia que aquilo iria me irritar. E eles conseguiriam. Eu cancelei minha assinatura por conta da sensível queda da qualidade na imagem.

O tempo passou e eu me meti novamente a assinar a SKY. Na verdade, não é exatamente uma TV por assinatura. É um tal SKY Livre, uma parabólica da SKY que você pode adicionar canais pagos quando quiser. Sem fidelidade, como em um sistema pré-pago. Caso não faça nenhuma recarga, apenas os canais abertos ficam liberados. E este era o meu objetivo: apenas ter TV Cultura de São Paulo e o canal Futura no meu quarto. O fato de todo o cabeamento ainda estar lá também me influenciou a entrar nessa.

Eles me deram 1 mês de degustação de canais pagos diversos. Imediatamente eu me lembrei o porquê de ter largado aquilo. A imagem dos canais que mais gosto são piores que a do Youtube. E olha que eu utilizo uma TV de 21 polegadas de tubo! Tem ainda a propaganda enganosa de que há a Globo Brasília. Eles não consideram Ceilândia como área de Brasília. Veja você que quem mora em Contagem (que não é Belo Horizonte) recebe a Globo Minas.

É. Talvez seja política da empresa manter essa imagem porca para forçar os clientes a migrarem para os fabulosos combos HD. Enquanto isso, peço a SKY que aguarde sentada por minha recarga.

Mencionei que ela não funciona na chuva?

“Extras” não é bom do início ao fim.

25 out

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Semana passada comecei a assistir a série Extras, produzida pela BBC e HBO e escrita pelo Ricky Gervais. Este último eu só conhecia como protagonista na versão britânica de The Office.

A primeira temporada de Extras causa uma impressão muito boa. Humor sarcástico da melhor qualidade e tiradas em falas e temas que não se vêem facilmente em seriados de comédia. O problema está na segunda (e última) temporada – seriados ingleses tem temporadas bem pequenas. Decidi apresentá-la ao meu irmão e sua esposa. Foi uma decepção, pois eu imaginava que os episódios mais recentes fossem tão bons quanto os antigos. Ficou aquele clima de “ah, sim”, e novamente eu me vi apresentando o pior episódio (que no caso se trata de uma temporada inteira) a duas pessoas que já não engolem facilmente seriados estrangeiros.

Bad, bad! No donuts for you.

Elevado 3.5

20 out

Ontem eu assisti ao documentário “Elevado 3.5”, na TV Cultura. Ele mostra o cotidiano das pessoas que literalmente moram às margens do elevado Costa e Silva, um monstro que rasga a cidade de São Paulo ao longo de quase 4 quilômetros.

Eu o conhecia apenas por foto. Em minha última viagem à cidade, me dei conta que já passei diversas vezes sobre ele, mas sempre achava que os prédios surgiram depois daquela via expressa – algo como especulação imobiliária. Do que assisti ontem, pude perceber que ele é o resultado da busca desenfreada pelo progresso que ocorria na década de 70. Ele é uma maluquice, pois o “empreendimento” conseguiu degradar as regiões por onde passa e praticamente acabou com a vida das pessoas que moram ao seu redor, pois em alguns pontos os moradores tem a via expressa à altura de suas janelas. Sem falar no fato de ser um viaduto que abriga de tudo um pouco abaixo de si.

O documentário foca na vida das pessoas que moram nesses prédios, muitos dos quais viram o Elevado nascer. Pessoas desiludidas, alegres, conformadas… Enfim, uma pequena amostra das pessoas que convivem com uma modernidade muitas vezes questionável que São Paulo tem a oferecer.

 

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O jornalismo esportivo

24 jun

Eu não gosto de futebol. Logo, raramente me atrevo a assistir um jogo ou análise esportiva, as chamadas “mesas redondas”. Em época de Copa, porém, é impossível não se deparar com esse tipo de programa ou com as inúmeras reportagens sobre partidas, entrevistas, jogadores, técnicos etc. O que sempre me afastou – e me manterá afastado – desses programas ou blocos esportivos é a imbecilidade que sempre vi nos textos jornalísticos. Ver um bloco de notícias sobre futebol, aos domingos, no Fantástico, é confundir-se com algum quadro da Denise Fraga ou ver sua idade mental ser testada. Eu pensava estar sozinho, mas o Leandro Fortes, do blog Brasília eu Vi, conseguiu sintetizar exatamente esse sentimento. Vale a pena ler!

Acessem aqui: http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/06/24/a-nova-era-dunga-o-fim-do-besteirol-esportivo/

Dica: Life and Times of Tim

22 jun

image No meio de tantos vampiros e gente perdida em ilha, eis que surge uma animação bacana. Sim, animação – e para adultos. Trata-se de Life and Times of Tim. Sei que as pessoas torcem o nariz para este tipo de série. Na verdade, parece que ficou canonizado que South Park e Family Guy são sinônimos de animação adulta e tudo que não tenha um humor escrachado e ofensivo não é animação adulta.

A série foca nas cagadas mancadas que o tímido Tim comete no dia-dia. Coisas simples, como estar com uma prostituta no dia em que os pais de sua namorada vão até a sua casa para conhecê-lo. Ou, ainda, massagear os seios da avó de sua namorada diante de pedidos desesperados da velha. Parece baixaria, mas é um humor bem inteligente e muito engraçado. O destaque fica para a forma como foi feita a animação, totalmente artesanal, as vozes e, ainda, a sobreposição nas falas dos personagens, o que me lembra muito Dr. Katz.

O pessoal do legendas.tv começou a traduzi-la, mas pararam no 8º episódio da primeira temporada. Ah! Outra novidade é que a HBO já tratou de cancelar a série. No final das contas, foram feitos 20 episódios.

Encontrei uma compilação com alguns trechos de epí´sodios. Muito bom!

Memória auditiva

9 mar

Outro dia eu estava não diante, mas sobre o trono. Era sábado e a TV ainda estava ligada. De repente, toca uma vinheta. Imediatamente começo a pensar que já era tarde da noite, tendo em vista que Supercine já havia começado. Segundos depois, a reflexão: esse canal é tão manipulador a ponto de eu estar no banheiro, com a porta fechada, mas mesmo assim o indecente consegue me informar o que e quando está passando.

A maioria das pessoas tem boa memória auditiva. O finado Marinho, que trouxa não era, sabia muito bem disso. E a Vênus Platinada mantém por décadas a mesma trilha sonora para seus programas. No máximo mudam a nota de um instrumento ou suavizam um arranjo – graças a Deus o Globo Esporte deu um jeito naquela música irritante –, mas a essência é a mesma. Com a correria e estresse cotidiano, cada vez mais “ouvimos” televisão.

É impressionante como os sons influenciam nosso corpo e conduta. Uma rua vazia torna-se muito mais assustadora do que o mesmo local com assaltantes em meio a uma multidão pedestres. O despertador é, para mim, a melhor experiência de como um som assimilado age no seu corpo. Há muito tempo eu utilizo o famoso “nokia tune” (que todos conhecem) como despertador e lembrete. Onde quer que eu esteja, basta escutar essa música para que meu corpo e mente comece a fazer associações. O negócio é tão sério que muitas vezes meu batimento cardíaco é alterado por conta de uma possível assimilação que meu corpo faz do som da nokia com o ato de acordar.

Possivelmente não me enquadro na generalização que as pessoas fazem ao dizerem que possuem uma memória visual desenvolvida e são capazes de lembrar de fulano, inclusive descrevendo a indumentária. No meu caso, acho que até mesmo minha memória olfativa e geográfica estão mais desenvolvidas. Isso não vem ao vem ao caso. Enquanto isso, a Globo continua a me aterrorizar com seus sons. E certo que por muito tempo continuarei a indagar se o corpo de Ulysses Guimarães foi encontrado todas as vezes que a vinheta do “Plantão” tocar.

É Tudo Improviso!

9 mar

Despois do CQC, a Band parece ter acertado mais uma vez ao apostar em humor novo, com o “É tudo improviso”. O programa vai ao ar às segundas e originalmente foi concebido para cobrir as férias do CQC. Pelo que li, vai ganhar dia próprio após o retorno dos Homens de Preto, mas nada ainda está definido.

O programa conta com 6 atores que se revezam em atividades e cenas definidas no momento do programa. A maior parte delas tem a participação da platéia, cuja aprovação (ou reprovação)a uma brincadeira é vista imediatamente.

Parece que a Band viu no stand-up comedy a sua salvação na batalha pela audiência. E o telespectador agradece. Tudo bem que o programa não chega aos 5 pontos, mas o que me interessa é ter humor inteligente, e não a quantidade de pessoas que esperam piadas e humor mastigado. Enquanto isso, Globo, Record e SBT insistem no formato comédia estúpida e apelativa. Isso sem falar no humor que só faz piada de programas da casa (vide Casseta e Planeta), o mais cretino, penso.

Fica a dica:

 

É Tudo Improviso

Segundas, por volta das 22h30 (depois das sábias palavras do Missionário R.R. Soares)

Band