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Memória auditiva

9 mar

Outro dia eu estava não diante, mas sobre o trono. Era sábado e a TV ainda estava ligada. De repente, toca uma vinheta. Imediatamente começo a pensar que já era tarde da noite, tendo em vista que Supercine já havia começado. Segundos depois, a reflexão: esse canal é tão manipulador a ponto de eu estar no banheiro, com a porta fechada, mas mesmo assim o indecente consegue me informar o que e quando está passando.

A maioria das pessoas tem boa memória auditiva. O finado Marinho, que trouxa não era, sabia muito bem disso. E a Vênus Platinada mantém por décadas a mesma trilha sonora para seus programas. No máximo mudam a nota de um instrumento ou suavizam um arranjo – graças a Deus o Globo Esporte deu um jeito naquela música irritante –, mas a essência é a mesma. Com a correria e estresse cotidiano, cada vez mais “ouvimos” televisão.

É impressionante como os sons influenciam nosso corpo e conduta. Uma rua vazia torna-se muito mais assustadora do que o mesmo local com assaltantes em meio a uma multidão pedestres. O despertador é, para mim, a melhor experiência de como um som assimilado age no seu corpo. Há muito tempo eu utilizo o famoso “nokia tune” (que todos conhecem) como despertador e lembrete. Onde quer que eu esteja, basta escutar essa música para que meu corpo e mente comece a fazer associações. O negócio é tão sério que muitas vezes meu batimento cardíaco é alterado por conta de uma possível assimilação que meu corpo faz do som da nokia com o ato de acordar.

Possivelmente não me enquadro na generalização que as pessoas fazem ao dizerem que possuem uma memória visual desenvolvida e são capazes de lembrar de fulano, inclusive descrevendo a indumentária. No meu caso, acho que até mesmo minha memória olfativa e geográfica estão mais desenvolvidas. Isso não vem ao vem ao caso. Enquanto isso, a Globo continua a me aterrorizar com seus sons. E certo que por muito tempo continuarei a indagar se o corpo de Ulysses Guimarães foi encontrado todas as vezes que a vinheta do “Plantão” tocar.

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Intolerância à lactose

2 mar

Há cerca de 2 meses tenho percebido que após ingerir leite meu organismo tem reagido de forma digamos…não muito própria. Nada que me impossibilite de trabalhar ou viver, mas me leva ao banheiro umas 4 vezes por dia para fazer um 21.

Já tentei de tudo: fibras, diminuir doces e tenho até ido à academia regularmente. Não adiantou muito. Suspeito que esteja com intolerância à lactose, já que iogurtes e queijos também não tem caído bem, e tudo complica algumas horas após a ingestão. Hoje faz 1 dia que cortei leite e derivados.

O mais interessante, ao ler sobre o assunto, é que esse provlema pode vir desde o berço ou mesmo adquirido ao longo da vida, inclusive na fase adulta. Vamos ver se melhora após os testes.