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Quase duas semanas depois…

22 jun

A um dia para completar duas semanas do meu procedimento, minha visão já está um pouco melhor. Sinto, todavia, como se tivesse 0,75 de astigmatismo em cada olho. O olho esquerdo, problemático que foi, aliás, está muito bem. Não me incomoda mais e só insiste em arranhar nas últimas horas do dia. O melhor mesmo é que ele não me incomoda no trabalho. Quinta-feira irei ao médico para retirar a lente terapêutica do olho esquerdo. Vamos ver se ele aproveita e avalia o estado geral da minha visão.

7º dia: a tragédia

17 jun

Retirem tudo o que eu disse: a não ser que você não dependa de algum reparo na sua cirurgia, ela doi…e doi muito!

A minha tragédia começou na terça, um dia antes da data marcada para a retirada das lentes terapeuticas. Naquele dia, eu acordei com olho meio irritado, e essa situação se agravou na primeira hora da manhã. Decidi ir à clínica que iria retirar as lentes, para ver o que havia no meu olho. Um maldito cílio estava preso entre o olho e a lente, o que me causava uma gastura extrema, lacrimejamento e vermelhidão. O médico – que deveria ser sábio e prudente – sugeriu que retirássemos a lente com um dia de antecipação. A delicadeza do senhor foi tamanha que, juntamente com a lente do olho esquerdo, ele retirou grande parte da cicatrização que há quase uma semana havia se formado no meu olho esquerdo. Tive que ir às pressas para a emergência do hospital, que fica a 25 quilômetros de onde estava. A dor ao piscar o olho era tamanha que eu preferia nem pensar em ver algo.

Ao chegar na emergência, um pouco de enrolação e o atendimento. Eu mal conseguia abrir o olho, pois sentia que algo estava cortando-o em finas fatias. O médico teve que realizar uma RASPAGEM para retirar o restante da cicatrização que o outro médico não conseguiu levar junto. Ah, retirou o cílio também. O detalhe fica para o fato de que o colírio anestésico não pegou muito bem, e eu acabei sentindo aquela agulha mexendo no meu olho. Suuuuuper confortável.

Eu saí da emergência com uma dor suportável, com o intuito de chegar em casa e tomar uma caixa de paracetamol. Esquecí, porém, que faltavam duas horas para o início da partida do Brasil com a Coréia brava. Assim, gastei  três vezes mais tempo para chegar em casa. A única dor que pude encontrar para comprar à que eu sentia era a de uma “dor de dente” intensa no meu olho, somado ao lado esquerdo da minha cabeça, que queria explodir. O único analgésico que eu tinha era um dorflex, que não segurou nem 15 minutos. Ao chegar em casa, fui para o quarto do pânico e tentei dormir, até que o analgésico começasse a agir.

No dia seguinte (8º Dia), a situação se alterou um pouco. A dor foi praticamente toda embora, mas sentia a lente arranhar o olho o dia inteiro. O remédio era o mesmo: quarto do pânico e muito colírio lubrificante. Saudades do Tylex que me fazia dormir o tempo todo.

Hoje (9º dia), a situação é estranha: meu olho direito tem visão muito boa, e o olho esquerdo voltou ao estágio inicial pós-cirurgico. A sensação é de ter 3 graus no esquerdo e nada no direito. A recuperação, que não foi em momento algum dolorida até o incidente, passou a ser um tormento. A função do olho esquerdo se resume a me incomodar com uma sensação se areia o dia inteiro, principalmente no trabalho, que tem ar-condicionado por todo lado. Vamos ver como ficarei amanhã, já que são 18h20 e não aguento mais ficar aqui no trabalho com essa sensação de areia no olho.

Cirurgia laser PRK: minha experiência

14 jun

Apesar de encontrar diversos relatos sobre a cirurgia a laser PRK, à qual me submeti há menos de uma semana, esses são um tanto quanto antigos e geralmente trazem descrições de experiências sofridas no pós-operatório. Vou tentar ser breve:

 

A decisão:

Era uma vontade antiga, mas o meu grau parecia não se estabilizar nunca, requisito básico para se submeter a esse tipo de cirurgia. Neste ano, porém, após realizar o exame período da empresa na qual trabalho (Serpro), surgiu a notícia de que o grau estava estancado há mais de um ano. O maior problema é que ele parou exatamente onde não deveria: 4,5 de miopia. Para quem não sabe, os planos de saúde cobrem a cirurgia a partir de 5 graus. Abaixo disso, ela é considerada estética.

Decidi realizar os exames pré-operaórios, mesmo sem saber se poder bancar os custos da operação. Para minha surpresa, duas semanas após os resultados, a moça da clínica me liga com a notícia de que o plano de saúde havia autorizado. Creio que provavelmente “somaram” os graus de miopia e astigmatismo, que me me deixaria na casa dos 6 graus.

 

O tipo de cirurgia:

Pelos exames do pré-operatório, indicaram-me o método PRK, que consiste em aplicar o laser diretamente à córnea. Nesse método a recuperação é mais lenta e dolorida (pelo menos foi o que li em vários relatos).

 

Antes da cirurgia:

Antes de se submeter ao procedimento, você é obrigado a concordar com as possíveis sequelas que podem aparecer. E elas são diversas: vão desde miopia noturna à perda total da visão. Nesse ponto eu me questionei bastante se valeria a pena me submeter a isso, visto que eu poderia viver muito bem com minhas grossas lentes e sem usar óculos escuros. Eu pensava coisas como “tem gente que tem miopia muito maior e não pode fazer cirurgia etc etc”. A dúvida cruel só foi embora após ouvir muita (muita mesmo!) gente que se submeteu à cirurgia. A grande maioria tinha realizado o procedimento por conta de graus bem inferiores aos meus.

Decisão tomada e contrato assinado, foi hora de me consultar com…o Dr. Google. Eis que me vejo diante do Youtube assistindo à cirurgia. Fica o alerta: NÃO FAÇA ISSO. Você simplesmente fica em choque e pensa seriamente em desistir. O pior mesmo é sensação na hora de aplicar o laser. Você sabe exatamente o que estão fazendo em você.

 

No dia da cirurgia (e na cirurgia):

Dormi tranquilo, mas cheguei atrasado à clínica, que fica muito longe da minha casa. O médico e o prontuário atrasaram. A moça me chamou para vestir uma roupinha ridícula de TNT amarelo e começou a pingar os colírios anestésicos. Essa etapa é muito mais demorada do que a aplicação do laser em si, que não leva mais do que 5 minutos em cada olho. Neste tempo inclui-se a inserção de um alargador, muita fita crepe nas pálpebras, raspagem e aplicação do laser. Lembram-se do video do Youtube? Pois é…

O barulho que mais causa espanto é o do laser. Parecem estalos de acendedores de fogão. Bem perto do seu olho fica um pequeno sugador de ar, que tenta retirar o cheiro de pele queimada, para que você não se desespere.

Após a cirurgia eles te levam a uma sala para verificar se você já enxerga bem. É um choque! Ao abrir os olhos você consegue ver muita coisa, um milagre! Na volta para casa eu já conseguia ler placas de trânsito e carros.

 

O primeiro e segundo dia:

Era praticamente impossível enxergar algo. Eu tinha noção de que a visão havia melhorado, mas tudo estava muito turvo e torto. A sensação da minha visão se comparava a de filme 3D, mas sem os óculos. Logo, tudo torto. Tentava assistir televisão, mas qualquer luz incomodava. Um dos medicamentos para dor (com retenção de receita) me deixava sonolento o dia inteiro. Eu dormia por horas e ainda sim não perdia o sono à noite. Diferentemente de outras pessoas, eu abri o olho normalmente em todos os dias. Nada de pálpebras coladas, apenas uma leve sensação de olho seco – por conta da lente de contato que está no meu olho. Não senti dor alguma em nenhum momento pós-cirurgia. Pode ser efeito do remédio que me dava sono, mas todos os relatos de dores e ardência não ocorreram comigo.

 

O Terceiro dia:

A claridade ainda incomodava muito. Continuava com minha visão 3D desfocada e o sono era menor. A visão nas primeiras horas da manhã me parecia boa, mas ao chegar no final do dia era praticamente impossível continuar acordado. O jeito era….dormir!

 

O Quarto e quinto dia:

Melhora ocnsiderável na visão. Eu conseguia chegar ao final do dia com uma acuidade visual decente, que me permitia ver TV com brilho quase normal e não usar óculos escuros dentro de casa. Ler é ainda um martírio, a não ser que a fonte seja a 25. Fui ao supermercado e à tarde consegui passar de um chefe do Mario Galaxy – apesar da dificuldade em ver alguns detalhes. Nada mal para quem mal conseguia se manter acordado até o dia anterior.

 

Sexto dia:

Hoje retornei ao trabalho. Minha visão está 70%. Consegui pegar ônibus com grande facilidade. O grande incômodo é o constante turvamento da visão, principalmente enquanto estou lendo. A sensação que tenho é de que estou usando uma lente de contato velha, que insiste em embaçar o tempo todo. Outro fator é que a visão está muito nítida, mas como se eu tivesse o grau do astigmatismo ainda presente. Essas sensações desaparecem imediatamente à aplicação do colírio lubrificante. Nesses momentos dá pra se ter idéia de como a visão ficará no final. Como em todos os dias, não tenho dor alguma. Depois de amanhã retornarei ao médico para a retirada das lentes de contato que ajudam na cicatrização.