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Passado, presente e futuro da comunicação

27 jan

O Link, do Estadão, publicou um infográfico feito pelo Philip Sheldrake que resume bem o desenvolvimento da comunicação desde o tempo das cavernas até 2011. Coloque seu inglês em prática!

 

https://i1.wp.com/blogs.estadao.com.br/link/files/2011/01/Content-an-illustrated-history-500.jpg

Fonte: http://www.philipsheldrake.com/2011/01/content-an-illustrated-history/

P.O.O.P.T. (Passed Out On Public Transportation)

23 jun

Coleção de fotos de pessoas tirando um cochilo no transporte público.

P.O.O.P.T. (Passed Out On Public Transportation).

Os filmes e seus nomes

18 mar

A Revista Piauí deste mês publicou um artigo muito interessante (e engraçado) sobre o processo de escolha do título em português de filmes estrangeiros. Nele é apresentado o processo – nem sempre criativo – para tornar um título nada atraente em algo bem marqueteiro. Os problemas, as soluções e impossibilidades. Vale a pena!

 

MARIANA FILGUEIRAS

Passava das nove da noite, a reunião já durava mais de quatro horas e cinco funcionários do marketing da distribuidora Focus Filmes penavam para encontrar uma boa saída em português para The Ugly Duckling and Me!, título de uma animação europeia sobre um patinho que, certo dia, vai-se saber por quê, acorda, olha para um rato e grita: "Papai!" A fita estrearia no Brasil em poucos dias e aquela segunda-feira era a data limite para a decisão. A tradução literal, "O Patinho Feio e Eu!", estava descartada, pois chamar o herói de "feio" poderia espantar espectadores.

A coisa não ia. Entediado, o engravatado responsável pelo slide show abriu o programa de mensagem instantânea e pôs-se a conferir se alguém pensava nele: "Ainda está no trabalho?", perguntavam de lá. "Putz, a coisa tá feia!", respondeu o entediado de cá. Um colega que se ocupava em mastigar a tampa da caneta foi o primeiro a perceber o deslize: a conversa particular estava sendo projetada na parede. Como, àquela altura, qualquer interrupção do estupor era bem-vinda, ele largou o que estava fazendo e repetiu em voz alta: "Putz, a coisa tá feia!"

Silêncio na sala. Um profissional de marketing olhou para outro profissional de marketing e este para um terceiro, que devolveu o olhar. Sim, sim… Por cansaço ou por acaso, ou ainda por que o patinho era mesmo muito feio, o fato é que baixou um consenso imediato. Uma rápida consulta para saber se a diretoria considerava "putz" um palavrão – não, não considerava, ótimo – e deu-se a missão por cumprida. O patinho com voz de Márcio Garcia (o ator) estava liberado para as crianças do Brasil.

"Ficamos duas semanas em reuniões e o título apareceu assim…", comentou a gerente de marketing Renata Ishihama, oito anos dedicados a titular lançamentos estrangeiros no Brasil. Engana-se quem pensa que a tarefa é deixada a tradutores de legenda – a raça não passa nem perto da sala de reuniões. Quem determina que Four Christhmases vire Surpresas do Amor e não "Quatro Natais" é o departamento de marketing das distribuidoras, um conjunto de cinco a doze almas cujo prazo para dar vazão à criatividade varia de 48 horas a noventa dias.

Muitas vezes as coitadas nem assistem às películas. "Não dá tempo", explica a gerente da Europa Filmes, Mônica Alpha. "Temos de começar a preparar o material de divulgação muito antes de o filme chegar para nós. Trabalhamos com uma sinopse traduzida e algumas palavras-chave." Foi assim com Million Dollar Baby, Oscar de melhor filme em 2005. Além do título original, eles tinham as palavras "luta" e "vitória". Ideias como "Em Busca da Vitória" e "Lutando pela Vitória" entraram no páreo, mas tiveram vida curta. Uma fina psicologia decretou a vitória de Menina de Ouro: "A sua filha, a sua mãe ou a sua namorada podem ser a menina de ouro pra você", ensina Mônica. "As expressões populares ampliam o público espectador."

A cartilha do que funciona ou não reflete os avanços da ciência do marketing. Quantos animais/pessoas/profissões/façanhas não foram "da pesada" nos anos 80? As gírias, um grande sucesso daqueles tempos, hoje são tão passées quanto os cabelos de Farrah Fawcett. Como atestam lançamentos recentes, foram destronadas pelas tais "expressões populares", que habitualmente também respondem pelo nome de lugar-comum. Zack and Miri Make a Porno virou Pagando Bem, que Mal Tem? My Life in Ruins virou Falando Grego. Num elegante jogo de palavras com a campanha do Ministério da Saúde, The Hangover ["A ressaca"] transformou-se em Se Beber, Não Case, solução que deve ter feito o aglomerado de almas soltar foguete.

Mas esses são exemplos, digamos, mais elaborados. Um veio popularesco não pode ser ignorado, e nele a rainha do tiro-e-queda é a solicitadíssima "deu a louca", à qual nada e ninguém está imune. Em 2005, Deu a Louca na Chapeuzinho. Em 2006, Deu a Louca na Cinderela. Em 2007, hospício geral, pois Deu a Louca em Hollywood. Não há perdão sequer para diretores que se dão ao respeito. É o caso do dramaturgo e diretor independente americano David Mamet. No longínquo ano 2000, o seu State and Main (nomes de duas ruas) – uma comédia-cabeça sobre os estragos desencadeados por uma equipe de filmagem numa pequena cidade americana -, foi brindado com o título de Deu a Louca nos Astros. O século xvii não conheceu departamentos de marketing, caso contrário Hamlet nos teria chegado como Deu a Louca na Dinamarca.

Da lista do que não funciona constam gírias regionais ("arretado", "trilegal" e assemelhados), títulos excessivamente longos (por comerem segundos preciosos das campanhas de rádio e tv), palavras pejorativas, escatológicas ou malditas (na distribuidora Europa, filme nenhum leva "maldição" no título) e aquelas que, aos olhos dos especialistas, "não dizem nada". É o caso de Motherhood, que estreou em janeiro. O marketing da Paris Filmes, concluindo que traduzir por "Maternidade" seria abstrato demais, tascou-lhe um parente próximo do "deu a louca", o quase tão popular "em apuros". Ficou Uma Mãe em Apuros.

Nome próprio também pode comprometer. Ponyo, animação infantil do diretor japonês Hayao Miyazaki, com estreia marcada para abril, recebeu em inglês o título Ponyo on the Cliff by the Sea, algo como "Ponyo na Falésia do Mar". A gerente de marketing da Playarte, Eliete Moraes, certamente suspirou fundo. "Fizemos uma pesquisa e constatamos que ninguém sabia o que era ‘falésia’, então optamos por Uma Amizade que Vem do Mar."
Em casos muito desesperadores, as melhores práticas do marketing recomendam um tagline, o nome que eles dão para o subtítulo. Dizem que salva bilheteria. Nas asas dos taglines, Taxi Driver, de Martin Scorcese, renasceu, um tanto reiterativo, como Taxi Driver – Motorista de Táxi. Be Kind, Rewind, de Michel Gondry, inspirou um requintado trocadilho: Rebobine, Por Favor – Uma Loucadora Muito Louca.

A estratégia é adotada principalmente quando o diretor desautoriza mudanças no título, como faz Woody Allen, um chato, embora se deva dispensar alguma compaixão a um mortal que viu o seu Annie Hall transfigurar-se em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Para lançar Match Point, a distribuidora arriscou um Ponto Final – Match Point. Deu certo. Os filmes de Allen alcançam em média 250 mil espectadores. Esse fez 498 mil. Foi um dos campeões de bilheteria de 2005 no Brasil.
"Mudamos todos os títulos que, por qualquer razão, sejam difíceis de compreender ou de pronunciar na bilheteria ou na locadora", diz Mônica Alpha. Vez por outra, admita-se, é a coisa sensata a fazer. Tome-se um filme como Furry Vengeance, que estreará em maio. Imagine-se o esforço do rapaz ao explicar aos pais da moça por que está tão animado em levá-la para ver Vingança Peluda.


Não, melhor não inventar. Deu a Louca nos Bichos e não se fala mais nisso.

Fonte: www.RevistaPiaui.com.br

Eu odeio Avatar.

23 fev

Será que somente eu odeio essa modinha? Tá, eu sei que não suporto a maioria dos filmes e que acho um saco ter de pegar ônibus, fila, correr pra não perder a sessão e ainda ter de aturar gente falando e barulho de celular.

Já não bastava a encheção de saco que é essa série de filmes de vampiro – mesmo porque, para mim, a onda vampiresca acabou lá atrás com a novela Vamp e a série Buffy – agora querem enfiar goela abaixo essa coisa feia e tosca que é o tal Avatar. James Cameron gastou um absurdo de dinheiro para criar uma sociedade que prometia tanto quanto a TV digital e o second life. Só se esqueceu do enredo. Como diria um amigo, aquilo mais parece Pocahontas.

O pior é ser bombardeado com imagens medonhas dessa “sociedade”, onde quer que você esteja. Acabei de entrar em um blog indicado pelo Thiago. E qual é a imagem do cabeçalho?

image Tive vontade de jogar Baygon (verde) nessa mulher com cara de barata.

Meu coração e meu bolso são capitalistas. Logo, tenho a seguinte opinião: os cinemas só vão parar de encher salas de porcarias quando pararmos de financiar diretores e produtoras que produzem essas tosqueiras. Não entendo a insistência das pessoas em ir ao cinema para ver filmes que elas já sabem que não acrescentam nada (a não ser ao bolso de produtores, atores e diretores).

Eu sei que vou levar bronca hoje, mas, por favor, sem mágoas! Ninguém lê isso aqui mesmo…

Solução para a pirataria no Brasil, segundo Estados Unidos: fim do software livre e das máquinas xerox.

22 fev

O Brasil foi colocado “em observação” pela International Intellectual Property Alliance (IIPA). Todos sabemos que a pirataria corre solta por aqui. O problema é o teor as citações e as “dicas” que a entidade dá ao País para melhorar a situação.

Alerta, por exemplo, que o Brasil deve evitar leis que incentivem o uso de software livre em órgãos e autarquias do governo brasileiro. O relatório cita, ainda, a Universidade de São Paulo, uma vez que ela permite a cópia de trechos de obras em seus centros de cópia.

O relatório parece adquirir um tom de “comoção” quando diz que “com a economia americana perdendo postos de trabalho, nosso governo precisa redobrar seus esforços para estancar o roubo global e maciço de obras americanas protegidas por direito de propriedade, tanto em forma física como na internet”.

É. Poderiam ter pedido ao governo brasileiro a inclusão de uma cópia do Windows 7 e Office 2010 na cesta básica e a retirada e substituição de todas as copiadoras por mimeógrafos a álcool, já que estamos nadando no etanol.

Já vamos "estar providenciando"!

Você já comemorou os 50 anos de carreira do Rei hoje?

20 jul

Parece que a Toda Poderosa Vênus Platinada Imaculada está decidida a coroar definitivamente Roberto Carlos como Dom Pedro III. O Arrasa Corações está por toda a programação. Antes, estava limitado ao seu CD e Especial de final de ano. A Globo só esqueceu que em minha casa (e na de muitos brasileiros) o cargo de Rei era até então de Michael Jackson. Roberto não chega a ser vassalo.

Pode parecer amargura demais. Não é. O que cansa é essa insistência pra manter alguém que já teve a sua época. Será que como qualquer normal o Roberto não pode ter início,ápice e fim em sua carreira? Daí, temos que aguentar homenagens como a abaixo, na qual Marília Pêra acha que está abafando. Como diria o sábio Mão Santa: deixem que cacarejem!

Ps.: a cor dessa postagem é em homenagem ao “Rei”.

Ps2.: Olha quem é o Rei aqui em Brasília:

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H1N1, gripe suína ou “a peste”?

1 jul

https://i2.wp.com/1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SfgocTPRWWI/AAAAAAAAAz0/BTSguLAnbs4/s400/origem-da-gripe-suina.jpg

Já foi esclarecido por Deus, o mundo e Pelé que o contágio da tal gripe não possui relação alguma com os porquinhos. No entento, a mesma imprensa que noticiou isto parece ter preguiça de pronunciar as quatro letras determinadas a identificação do vírus.

O pior mesmo é ver que grandes veículos, que ao invés de ajudarem na disseminação correta da informação, apenas engrossam o coro. E novamente caímos no fato de que a notícia quer competir com a audiência da novela.