Arquivo | dezembro, 2010

Para tudo na vida: iPAD

16 dez

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Compre, Baton. Compre, Baton!

A Apple trouxe o iPad. Segundo palavras da empresa, “um produto mágico e revolucionário, por um preço sensacional”. Ontem eu entrei em uma discussão calorosa no Facebook por conta desse aparelhinho. Um amigo postou que esteve em um restaurante cujos cardápios eram…. iPads! Eu questionei o porquê de as pessoas aplaudirem tanto esse tipo de bobagem, uma vez que cardápios comuns são bem mais elegantes e aplicáveis à situação de um restaurante. Mas não pode. Temos que seguir o frenesi do momento, que diz que o tabblet da Apple suas tecnologias revolucionárias devem ser aplicadas a tudo que faça sombra. E todos apaludem, encantados com a modernidade que cria soluções para problemas que não existem. Enquanto isso, o suco continua aguado e caro. As pessoas, sem o senso do ridículo.

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Por que odeio carros?

15 dez

Os mais próximos sabem o ódio que nutro pelos carros. Na sexta-feira da semana passada, ao voltar para casa, eu tirei uma foto da calçada da minha rua, que fica em uma área residencial. Se não bastassem as calçadas irregulares – um prato cheio para acidentes, ainda tenho que disputar espaço com os carros que já entupiram por completo as ruas, e agora migram para o que é de direito do pedestre.

A vontade que tenho ao ver carros estacionados na calçada é pegar uma tampinha de garrafa e extravasar minha ira contra esse invento que preza pelo individualismo e desrespeito. Uma pena que aboli o refrigerante de minha dieta.

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Estar conectado até que ponto?

13 dez

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Sábado eu fui ao excelente show do Sururu na Roda, que homenageou os 100 anos de Noel Rosa. O concerto, que aconteceu na Caixa Cultural, foi muito bacana. Tudo parecia perfeito: belas vozes, som impecável e lugar bem climatizado. Porém, duas pessoas me incomodavam. À minha esquerda estava sentado um senhor que parecida ter DDA. Ele repetia os movimentos da percurssão na cadeira, cantava em voz alta e olhava a cada 5 segundos para os lados e corredor. O da direita me impressionou mais: chegou atrasado, fedia a cigarro e passou o show inteiro lendo e postando mensagens no Facebook. Para piorar, o celular do indivíduo piscava um led insistente, como um radar.

Para o problema do primeiro, penso que apenas medicação resolveria. O segundo, no entanto, poderia simplesmente desligar o aparelho e participar do mundo real. Diante da situação, pensei sobre essa coisa frenética que as pessoas tem de estarem 24 horas online no mundo virtual e praticamente – porque ainda precisam respirar, é verdade – offline no real.