Arquivo | outubro, 2010

SKY = imagem lixo de sempre

28 out

Havia 2 ou 3 anos que eu estava sem tv por assinatura. Depois que a Directv se fundiu com a SKY – e fomos migrados para esta última – eu sabia que aquilo iria me irritar. E eles conseguiriam. Eu cancelei minha assinatura por conta da sensível queda da qualidade na imagem.

O tempo passou e eu me meti novamente a assinar a SKY. Na verdade, não é exatamente uma TV por assinatura. É um tal SKY Livre, uma parabólica da SKY que você pode adicionar canais pagos quando quiser. Sem fidelidade, como em um sistema pré-pago. Caso não faça nenhuma recarga, apenas os canais abertos ficam liberados. E este era o meu objetivo: apenas ter TV Cultura de São Paulo e o canal Futura no meu quarto. O fato de todo o cabeamento ainda estar lá também me influenciou a entrar nessa.

Eles me deram 1 mês de degustação de canais pagos diversos. Imediatamente eu me lembrei o porquê de ter largado aquilo. A imagem dos canais que mais gosto são piores que a do Youtube. E olha que eu utilizo uma TV de 21 polegadas de tubo! Tem ainda a propaganda enganosa de que há a Globo Brasília. Eles não consideram Ceilândia como área de Brasília. Veja você que quem mora em Contagem (que não é Belo Horizonte) recebe a Globo Minas.

É. Talvez seja política da empresa manter essa imagem porca para forçar os clientes a migrarem para os fabulosos combos HD. Enquanto isso, peço a SKY que aguarde sentada por minha recarga.

Mencionei que ela não funciona na chuva?

Última semana para as eleições. Até que enfim!

26 out

Ontem eu tentei assistir o debate dos presidenciáveis na Record. Tive que mudar de canal, não deu outra. A campanha dos dois candidatos chegou a um ponto crítico: não discutiram nada no primeiro turno e seguem com ataques e discussões imbecis na reta final.

O fato é que ontem eu acompanhei o novo Roda Viva, na TV Cultura. O programa foi remodelado e ficou com um ar mais jovem. E olha que a apresentadora agora é Marília Gabriela. Eu adoro programas que entrevistam políticos. A última entrevista bacana que vi foi do Doutor Adib Jatene, no Canal Livre da Band. Uma incrível aula sobre como funciona a saúde pública no País. Síndrome de velho? Talvez.

Agora, não sei se fico ansioso ou triste com a chegada do domingo. É que trabalharei novamente como mesário. Servir à pátria é isso!

Adeus, batucada…

26 out

(Sinval Silva)

Adeus meu pandeiro de samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora cantando
Com meu coração chorando
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Adeus, adeus
Meu pandeiro de samba,
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora cantando
Com meu coração chorando
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Em criança com samba eu vivia sonhando
Acordava estava tristonha chorando
Joia que se perde no mar só se encontra no fundo
Samba e Mocidade sambando sibosa neste mundo

E do meu grande amor sempre me despedi cantando
Mas da batucada agora despeço chorando
E guardo no lenço uma lágrima sentida
Adeus batucada, adeus batucada querida

“Extras” não é bom do início ao fim.

25 out

https://i0.wp.com/www.bbc.co.uk/comedy/content/images/2007/12/04/extras_xmas_2007_396x222.jpg

Semana passada comecei a assistir a série Extras, produzida pela BBC e HBO e escrita pelo Ricky Gervais. Este último eu só conhecia como protagonista na versão britânica de The Office.

A primeira temporada de Extras causa uma impressão muito boa. Humor sarcástico da melhor qualidade e tiradas em falas e temas que não se vêem facilmente em seriados de comédia. O problema está na segunda (e última) temporada – seriados ingleses tem temporadas bem pequenas. Decidi apresentá-la ao meu irmão e sua esposa. Foi uma decepção, pois eu imaginava que os episódios mais recentes fossem tão bons quanto os antigos. Ficou aquele clima de “ah, sim”, e novamente eu me vi apresentando o pior episódio (que no caso se trata de uma temporada inteira) a duas pessoas que já não engolem facilmente seriados estrangeiros.

Bad, bad! No donuts for you.

Elevado 3.5

20 out

Ontem eu assisti ao documentário “Elevado 3.5”, na TV Cultura. Ele mostra o cotidiano das pessoas que literalmente moram às margens do elevado Costa e Silva, um monstro que rasga a cidade de São Paulo ao longo de quase 4 quilômetros.

Eu o conhecia apenas por foto. Em minha última viagem à cidade, me dei conta que já passei diversas vezes sobre ele, mas sempre achava que os prédios surgiram depois daquela via expressa – algo como especulação imobiliária. Do que assisti ontem, pude perceber que ele é o resultado da busca desenfreada pelo progresso que ocorria na década de 70. Ele é uma maluquice, pois o “empreendimento” conseguiu degradar as regiões por onde passa e praticamente acabou com a vida das pessoas que moram ao seu redor, pois em alguns pontos os moradores tem a via expressa à altura de suas janelas. Sem falar no fato de ser um viaduto que abriga de tudo um pouco abaixo de si.

O documentário foca na vida das pessoas que moram nesses prédios, muitos dos quais viram o Elevado nascer. Pessoas desiludidas, alegres, conformadas… Enfim, uma pequena amostra das pessoas que convivem com uma modernidade muitas vezes questionável que São Paulo tem a oferecer.

 

https://i2.wp.com/primofilmes.net/elevado35/wp-content/uploads/2010/06/E35_POSTER-711x1024.jpg