Arquivo | junho, 2010

Indio para vice de Serra

30 jun

30/06/2010-14h41

Pressionado pelo DEM, Serra anuncia deputado Indio da Costa como vice

https://i0.wp.com/img.youtube.com/vi/A8PT5WHEXrg/0.jpgCÁTIA SEABRA
BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

O DEM e PSDB acabam de decidir o nome do deputado Indio da Costa (DEM-RJ) como vice do tucano José Serra na disputa presidencial.

Entre os pontos para a sua escolha está o fato de ele ter sido o relator do projeto do Ficha Limpa. Também foi levado em conta ele ser do Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, e ser jovem.

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O slogan do Serra, diante da zona que se tornou a campanha do PSDB/DEM será:

Faça um programa de índio. Nessas eleições, vote Serra.

O jornalismo esportivo

24 jun

Eu não gosto de futebol. Logo, raramente me atrevo a assistir um jogo ou análise esportiva, as chamadas “mesas redondas”. Em época de Copa, porém, é impossível não se deparar com esse tipo de programa ou com as inúmeras reportagens sobre partidas, entrevistas, jogadores, técnicos etc. O que sempre me afastou – e me manterá afastado – desses programas ou blocos esportivos é a imbecilidade que sempre vi nos textos jornalísticos. Ver um bloco de notícias sobre futebol, aos domingos, no Fantástico, é confundir-se com algum quadro da Denise Fraga ou ver sua idade mental ser testada. Eu pensava estar sozinho, mas o Leandro Fortes, do blog Brasília eu Vi, conseguiu sintetizar exatamente esse sentimento. Vale a pena ler!

Acessem aqui: http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/06/24/a-nova-era-dunga-o-fim-do-besteirol-esportivo/

9299-1169: Rio já tem um disque-exorcismo.

23 jun

Na coluna Esquina, da Revista Piauí deste mês, foi publicada uma matéria muito interessante e curiosa sobre Padre Nelson Rabelo, um senhor de 85 anos que realiza exorcismos aos sábados, ou melhor, “aconselhamentos e atendimentos à população”. Como de costume, o destaque fica para o jornalismo literário de Piauí.

BRUNA TALARICO

A tradição católica diz que Satanás é esperto e se introduz sem dar na vista. Ninguém repara. A quem já teve – ou suspeita ter tido – o desprazer de acordar um dia com o Diabo no corpo, recomenda-se vivamente comparecer à capela da Igreja de Santana, no centro do Rio de Janeiro, às oito da manhã de qualquer sábado, e procurar o padre Nelson Rabelo. Ele estará de prontidão para vencer, uma vez mais, toda e qualquer insídia demoníaca. Padre Nelson é o único exorcista em atividade no Rio. Seus 89 anos lhe dão um aspecto frágil, mas a alma continua firme e sacudida. Sua folha corrida de serviços prestados à libertação dos danados é verdadeiramente estelar.
A cada semana, cerca de 300 aflitos vão em busca de seus préstimos, numa romaria que já dura 38 anos. Ao ritual que presencia há décadas na capela de Santana, o Capeta reage com gritos, regurgitações e demonstrações de força humana descomunal.
No entanto, os procedimentos do padre Nelson não obedecem exatamente à boa norma preconizada pelo Vaticano. Como se sabe, a Igreja Católica sempre agiu com extrema cautela ao lidar com casos de suposta possessão. Antes que o exorcismo seja sequer cogitado, exige-se que o paciente seja submetido a exames clínicos e psicológicos. Mas isso são luxos de Primeiro Mundo. As centenas de pessoas que todo sábado vão atrás do padre Nelson querem é sossego, libertação, e não exame médico – ainda mais se tiverem que entrar em fila do sus. A pressa, no caso, é efetivamente vital. Ensina a boa prática que o possuído deve receber ajuda imediata, sob pena de Belzebu deitar raízes.
Além disso, falta mão de obra especializada ao Vaticano. Roma dispõe de apenas seis exorcistas oficiais. Ainda que a produtividade deles seja prodigiosa, é evidente a assimetria entre as forças do Bem e as forças do Mal. Estudiosos afirmam que há três séculos (por baixo) faltam exorcistas na praça.
O jeito é improvisar. Exige a Igreja que rituais de exorcismo tenham expressa autorização episcopal? Pois hoje em dia – antes não importa: o que passou, passou – o padre Nelson conta com a anuência de dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro. Ciente de que o padre Nelson não era doutor em teologia – o título é condição sine qua non para que o Vaticano conceda a carteirinha de exorcista -, dom Orani deu uma ajeitadinha semântica e sugeriu que os embates de sábado fossem batizados de "aconselhamento e atendimento à população". Pronto, ninguém falou mais nisso.
Padre Nelson não liga nada para denominações. Seu negócio é dobrar o Cão. Da primeira vez que o enfrentou, em Minas Gerais, era missionário ainda. Foi com uma jovem de 15 anos que gemia feito louca e aterrorizava a família com uns gritos que ninguém entendia. "Era Satanás. Primeiro ele disse que não ia sair, mas depois de um tempo foi obrigado a baixar a guarda." Não era esse o ofício que padre Nelson planejava abraçar. Havia sido carpinteiro (como José), alfaiate de batinas e barbeiro de noviciados (com ligeira especialização em tonsura franciscana), e imaginara para si uma vida pia e serena de trabalho e oração. O Maligno fez um desafio e padre Nelson encarou. Foi ali que o Capiroto se perdeu.
Disposto a passar adiante os seus conhecimentos, o padre publicou um opúsculo intitulado Orações de Intercessão, Cura e Libertação para Leigos. Pode-se adquiri-lo na secretaria da paróquia, por módicos 5 reais. Na apresentação, o autor oferece aos aflitos o número de seu celular pessoal, 9299-1169 (ele atende também em casa ou em endereço comercial), e a seguir enumera as tentações a evitar: "É necessário renunciar a qualquer tipo de ocultismo, satanismo, espiritismo, esoterismo, curandeirismo, magia negra, vodu, bruxaria, horóscopo e qualquer outro tipo de adivinhação ou superstição", incluídos aí os jogos de porrinha, dedanha e cara ou coroa (os leigos consideram exagero). A publicação tem capítulos dedicados ao exorcismo de locais de trabalho, ambientes comerciais e fábricas.
Eis alguns sinais insofismáveis da presença de Satanás: falar em idiomas desconhecidos, ter força não compatível com o tipo físico, contorcer as mãos, repudiar imagens e palavras cristãs, ter gosto por escalar paredes e por se debruçar sobre o próprio vômito. Também merecem atenção bebês gritões e mulheres gordas com grande capacidade de equilíbrio, estas, aliás, bastante recorrentes: "Uma delas, enorme, corria sobre os encostos dos bancos da igreja gritando impropérios", diz o padre.  Em versão mais branda, a possessão também se manifesta por comichões, dores de cabeça e incômodo nas costas. Padre Gabriele Amorth, de 85 anos, exorcista do Vaticano, menciona ainda blasfêmias e a capacidade de vomitar cacos de vidro ou pedaços de ferro.
Em qualquer sessão de exorcismo é essencial identificar qual anjo caído está no corpo da vítima, pois para expulsá-lo é preciso chamá-lo pelo nome. Em entrevista à revista Catolicismo, o padre Amorth ensina que os nomes bíblicos são os mais poderosos: Satanás, Asmodeu, Lilith. E também Zabulom, que está na Bíblia não como demônio, mas como uma das doze tribos de Israele – foi um Coisa-Ruim, sem dúvida antissemita, que depois se apossou do nome. "Um fortíssimo!", diz o exorcista. Demônios são bastante especializados. Asmodeu, por exemplo, é particularmente bom em destruir casamentos. "Tremendo!", exclama o padre Amorth, que se escora numa experiência de mais de 40 mil sessões de exorcismo.
É um trabalho duro, que vem deixando marcas na saúde do padre Nelson. Desde a juventude ele padeceu de doenças. (Aos 22 anos, por exemplo, caiu de cama com esquistossomose.) O coração é frágil e os jejuns a que se submete produzem tonteiras constantes. À idade avançada, somou-se de uns tempos para cá, mais intensamente, a atuação do próprio Chavelhudo. "Ele diz no meu ouvido que vai me fazer levar um tombo", conta o padre.
No mês passado, com efeito, em dois fins de semana seguidos, o padre caiu no chão justamente quando os fiéis possuídos começavam a se organizar em fila para a poderosa libertação. No entanto, apesar da cabeça sangrando, padre Nelson se recusou a chamar a ambulância. "Eu sentia que o Demônio não queria que eu trabalhasse. Ele estava na igreja!", abespinhou-se. Em setembro do ano passado, quando assaltantes invadiram a igreja, algumas reportagens disseram que padre Nelson era o mais assustado. Ele nega: "Não tenho medo, não! O demônio não faz nada a ninguém!"
Não é bem assim, como demonstra o próprio ofício. Padre Nelson sabe que Belzebu tem força – e por isso mesmo cuida de desmerecer o dito-cujo. Nem que seja para criar coragem de enfrentá-lo de novo no sábado que vem.

P.O.O.P.T. (Passed Out On Public Transportation)

23 jun

Coleção de fotos de pessoas tirando um cochilo no transporte público.

P.O.O.P.T. (Passed Out On Public Transportation).

Dica: Life and Times of Tim

22 jun

image No meio de tantos vampiros e gente perdida em ilha, eis que surge uma animação bacana. Sim, animação – e para adultos. Trata-se de Life and Times of Tim. Sei que as pessoas torcem o nariz para este tipo de série. Na verdade, parece que ficou canonizado que South Park e Family Guy são sinônimos de animação adulta e tudo que não tenha um humor escrachado e ofensivo não é animação adulta.

A série foca nas cagadas mancadas que o tímido Tim comete no dia-dia. Coisas simples, como estar com uma prostituta no dia em que os pais de sua namorada vão até a sua casa para conhecê-lo. Ou, ainda, massagear os seios da avó de sua namorada diante de pedidos desesperados da velha. Parece baixaria, mas é um humor bem inteligente e muito engraçado. O destaque fica para a forma como foi feita a animação, totalmente artesanal, as vozes e, ainda, a sobreposição nas falas dos personagens, o que me lembra muito Dr. Katz.

O pessoal do legendas.tv começou a traduzi-la, mas pararam no 8º episódio da primeira temporada. Ah! Outra novidade é que a HBO já tratou de cancelar a série. No final das contas, foram feitos 20 episódios.

Encontrei uma compilação com alguns trechos de epí´sodios. Muito bom!

Quase duas semanas depois…

22 jun

A um dia para completar duas semanas do meu procedimento, minha visão já está um pouco melhor. Sinto, todavia, como se tivesse 0,75 de astigmatismo em cada olho. O olho esquerdo, problemático que foi, aliás, está muito bem. Não me incomoda mais e só insiste em arranhar nas últimas horas do dia. O melhor mesmo é que ele não me incomoda no trabalho. Quinta-feira irei ao médico para retirar a lente terapêutica do olho esquerdo. Vamos ver se ele aproveita e avalia o estado geral da minha visão.

7º dia: a tragédia

17 jun

Retirem tudo o que eu disse: a não ser que você não dependa de algum reparo na sua cirurgia, ela doi…e doi muito!

A minha tragédia começou na terça, um dia antes da data marcada para a retirada das lentes terapeuticas. Naquele dia, eu acordei com olho meio irritado, e essa situação se agravou na primeira hora da manhã. Decidi ir à clínica que iria retirar as lentes, para ver o que havia no meu olho. Um maldito cílio estava preso entre o olho e a lente, o que me causava uma gastura extrema, lacrimejamento e vermelhidão. O médico – que deveria ser sábio e prudente – sugeriu que retirássemos a lente com um dia de antecipação. A delicadeza do senhor foi tamanha que, juntamente com a lente do olho esquerdo, ele retirou grande parte da cicatrização que há quase uma semana havia se formado no meu olho esquerdo. Tive que ir às pressas para a emergência do hospital, que fica a 25 quilômetros de onde estava. A dor ao piscar o olho era tamanha que eu preferia nem pensar em ver algo.

Ao chegar na emergência, um pouco de enrolação e o atendimento. Eu mal conseguia abrir o olho, pois sentia que algo estava cortando-o em finas fatias. O médico teve que realizar uma RASPAGEM para retirar o restante da cicatrização que o outro médico não conseguiu levar junto. Ah, retirou o cílio também. O detalhe fica para o fato de que o colírio anestésico não pegou muito bem, e eu acabei sentindo aquela agulha mexendo no meu olho. Suuuuuper confortável.

Eu saí da emergência com uma dor suportável, com o intuito de chegar em casa e tomar uma caixa de paracetamol. Esquecí, porém, que faltavam duas horas para o início da partida do Brasil com a Coréia brava. Assim, gastei  três vezes mais tempo para chegar em casa. A única dor que pude encontrar para comprar à que eu sentia era a de uma “dor de dente” intensa no meu olho, somado ao lado esquerdo da minha cabeça, que queria explodir. O único analgésico que eu tinha era um dorflex, que não segurou nem 15 minutos. Ao chegar em casa, fui para o quarto do pânico e tentei dormir, até que o analgésico começasse a agir.

No dia seguinte (8º Dia), a situação se alterou um pouco. A dor foi praticamente toda embora, mas sentia a lente arranhar o olho o dia inteiro. O remédio era o mesmo: quarto do pânico e muito colírio lubrificante. Saudades do Tylex que me fazia dormir o tempo todo.

Hoje (9º dia), a situação é estranha: meu olho direito tem visão muito boa, e o olho esquerdo voltou ao estágio inicial pós-cirurgico. A sensação é de ter 3 graus no esquerdo e nada no direito. A recuperação, que não foi em momento algum dolorida até o incidente, passou a ser um tormento. A função do olho esquerdo se resume a me incomodar com uma sensação se areia o dia inteiro, principalmente no trabalho, que tem ar-condicionado por todo lado. Vamos ver como ficarei amanhã, já que são 18h20 e não aguento mais ficar aqui no trabalho com essa sensação de areia no olho.