Arquivo | outubro, 2009

O Yahoo! está morrendo?

30 out

Ontem, enquanto lavava a louça, estava pensando sobre a morte do Geocites, aquele serviço que era a porta de entrada, há alguns anos, para quem queria fazer seu primeiro e tosco site pessoal. Que atire a primeira pedra quem nunca hospedou algo no Geocites. Para aqueles que assistem unicamente a Viver a Vida, informo que o serviço já havia sido incorporado pelo Yahoo! há um bom tempo e foi morto essa semana. Resultado: milhões de páginas que refletem a história da popularização da internet simplesmente foram para o espaço.

Em seguida, ao abrir um pacote de Bombril, pensei o seguinte: e se o Yahoo! morresse de vez? Posso ter cogitado essa possibilidade porque há um bom tempo considero os serviços desse portal um tanto quanto ultrapassados tecnologicamente diante de tanta inovação que é desovada todos os dias pelo Google. Eis que neste minuto me deparo com a seguinte manchete na Folha. Reparem o que a própria executiva da empresa diz:

30/10/2009 – 11h51

Yahoo! inicia jornada para recuperar respeito, diz presidente

(…) No último trimestre, a receita do Yahoo registrou uma queda de 12% ante um ano antes e ficou estável contra o trimestre anterior, em US$ 1,57 bilhão. A empresa teve uma margem operacional de cerca de 6% no terceiro trimestre, o que sua presidente-executiva, Carol Bartz, chegou a chamar de “patético” na quarta-feira.

“Hoje marca o começo de uma jornada de volta à respeitabilidade”, disse Bartz.

“Ao longo do caminho, cá estamos, uma empresa de internet de 14 anos que, sem saber como, ficou chata”, afirmou a executiva.

É, meus caros. E eu precisei apenas de uma pia cheia de louça suja e um pacote de Bombril pra chegar a essa conclusão! E para o Thiago, fica “a dica”: tá na hora de trocar de serviço de e-mail, né?

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This is It é a essência de Michael Jackson.

29 out

Eu relutei bastante quando soube que um documentário com os bastidores da turnê de Michael Jackson estaria nos cinemas. De cara, achei de um mal gosto e oportunismo financeiro sem precedentes, já que o Rei tinha acabado de morrer.

Depois de avaliar muito, decidi assistir. Posso resumir que This is It mostra exatamente o que Michael foi (e seguirá sendo): aquele que revolucionou a dança, a música e o videoclipe. Não vale a pena entrar em detalhes, mas me causou uma tristeza enorme ao ver que tudo aquilo, que era preparado e supervisionado nos mínimos detalhes pelo próprio Michael, não será mais visto. Tudo no show seria uma surpresa: os arranjos das músicas, os cenários, a iluminação, os efeitos, os curtas feitos para os telões.

O ponto forte do documentário foi apresentar as músicas sempre na íntegra, nada daquele clichê de bastidor de turnê que apresenta uma música e esta é interrompida pelo comentário de algum técnico, bailarino, diretor…

 

Twitter é inclusão digital de artistas desocupados.

29 out

Diariamente acesso blogs e fóruns de informática. É notável (e quase unânime) o preconceito que as pessoas carregam sobre o fato da população de baixa renda ter “invadido” o Orkut, tornando o site uma verdadeira bagunça e antro de discussões imbecis e ócio não produtivo – porque segundo alguns, existe o ócio produtivo.

Pois bem. Mais uma vez sigo criticando outro serviço, o Twitter, que sempre nos faz acreditar ser diferenciado daquele pobre reduto de inclusão digital. O Passarinho passa a impressão de elite, porque diferentemente do público do Orkut, o serviço de microblogging está repleto de “famosos”, na verdade, um tanto quanto desocupados. A prova disso é que diariamente nos deparamos com estrelas do showbizz brasileiro (programas de auditório?) em uma acirrada disputa para ser o mais cool no Twitter. A ironia está nos critérios de classificação, que não se dá por mensagens inéditas e debates relevantes, mas na disputa para saber quem tem a maior quantidade de seguidores (desocupados) e quem ganha a queda-de-braço em bate-bocas intermináveis entre os famosos, geralmente um defendendo o que falou mal do outro.

Os portais de notícia, até então conceituados, tem lugar cativo para as postagens dos “twitteiros”. Em rápida busca realizada no portal da Folha, é possível encontrar pérolas dos assuntos de interesse nacional discutidos no Twitter, e que são reproduzidos pelos diversos meios:

Folha Online – Informática – Danilo Gentili discute com filha de Mano Menezes por causa doTwitter – 28/10/2009

Folha Online – Informática – Internautas lançam campanha “Free Zina” no Twitter – 28/10/2009

Folha Online – Informática – Produtora faz “Twittando e Transando”, pornô baseado em microblog – 28/10/2009

Folha Online – Ilustrada – No Twitter, P. Diddy diz que Brasil é como um “tsunami de bundas” – 27/10/2009

Folha Online – Ilustrada – “Não tenho nenhuma calça jeans”, afirma a stripper Dita Von Teese – 26/10/2009

Todas essas pérolas apareceram na home do portal. O Serviço é, na verdade, a nova “geladeira” daqueles que estão sem seus magníficos projetos e precisam, de alguma forma, mostrar serviço. Definitivamente o Twitter virou analista particular.

 

Helena, é o nome dela!

22 out

A cena se repete anualmente. Uma novela repleta de costumes estrangeiros toscos ou alienígenas termina e eis que surgem as novelas do “grande” roteirista brasileiro, Manoel Carlos, o “Maneco”. O problema é que “grande” não é da minha parte.

Sempre que chego mais cedo em casa e sento-me em frente à TV no horário da novela das 20h, tenho a sensação de estar no tunel do tempo, com direito a voz de Cissa Guimarães. O neredo é o mesmo, alerta minha irmã: classe média carioca, conversa fiada, bossa nova como trilha, bla bla bla. Mas de repente, a personagem que ninguém esperava está lá. Suspense. É a HELENA!

Páro e pergunto (pra mim mesmo e para os outros): como aguentar o mesmo enredo, tudo bem. Novela é assim mesmo. Agora, sempre com a mesma personagem? Maneco deveria ter levado muito cacete de alguma Helena pra nos torturar com tantas delas.

Desisto. Melhor ir pra TV da copa e assistir a Helena do Mil e Uma Noites.

De volta mesmo!

7 out

Eu sei que estou sumido, meus caros. Mas tenho meus motivos e é tudo por coisa bacana. As semanas que se passaram deixaram também pra trás uma imensidão de coisas e rotinas que não vão tão cedo se repetir.

Explico: agora trabalho pertinho de casa, da biblioteca da Católica e com um horário invejável, além de todas as coisas boas que foram plantadas há 6 meses atrás e estão dando resultado (como nunca!). Pra se ter idéia da diferença gritante, eu estou a 20 minutos da minha casa. Anteriormente era cerca de 1h15! Meu novo local de trabalho não tem baratas no banheiro e na minha mesa, tem geladeira e café em xícara.

O perigo é não saber lidar com o tempo e conforto extras que agora tenho. Mas já estou me policiando.

As atuais ocupações:

-Contabilidade, AFO e Constitucional (blér)

-American Dad!

-Mario Galaxy (logo falarei dele)