Publicado por: andrefabiano1 em: 17/03/2009
ANTÔNIO GOIS
da Folha de S.Paulo, no Rio
Num país em que a maioria das famílias de classe média ou alta vê o ensino privado como única opção, uma parcela desse grupo foge à regra e matricula os filhos em escolas públicas. Muitos procuram algo que os colégios particulares, por serem pagos, são incapazes de proporcionar: um ambiente diversificado, onde convivem alunos de vários níveis socioculturais.
Foi esta a opção de Andréa Beltrão, atriz que interpretou uma professora no filme “Verônica”, lançado neste ano.
Mãe de três filhos, ela diz que a escolha foi natural. “Eu estudei em escola pública. Minha mãe deu aula no Pedro 2º [colégio federal no Rio]. Por isso, quis para meus filhos uma escola em que o critério de entrada não fosse o dinheiro”, diz.
Casos como o dos filhos de Andréa ainda são minoria nas famílias mais ricas.
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Diversidade sociocultural, nesse caso, é sinônimo de falta de dinheiro. Sempre estudei em escola pública e às vezes via como os próprios professores colocavam em dúvida a qualidade da rede pela qual eles próprios eram os responsáveis. Comum também era aquele aluno novo que veio da escola particular para viver o “pluralismo social” da escola pública.
O fato é que cresci e o mundo não tem me cobrado essa diversidade nenhuma. Na verdade, o que me faz mais falta é o ensino conservador que não foi (e não é) dado nas escolas públicas que estudei. Estas, por sinal, servem sempre de cobaia para os mais modernos métodos pedagógicos “não opressivos” e de inclusão.

Vivência sociocultural?
(a reticências saíram da nova gramática? não sei nada dessa nova gramática)
18/03/2009 às 1:06 pm
estudei por quatro meses em uma escola pública em palmas. cheguei em outubro e eles estavam estudando coisas que eu tinha aprendido em maio na escola particular. claro que virei a professora particular da galera.
o que desanima é isso – como pode em outubro ensinarem conteúdo de maio? bom, talvez também nem todas sejam assim. talvez…